sábado, 24 de janeiro de 2009

dislexia

Tudo começou quando vi aquele gatilho sentadilho no muro a dormir, parceu-me magrilho e com fome. chamei-nho e ele acordou, mostrei-nhe que tinha comida e saltou, já junto de mim fiz-nhe uma festilha e foi ai que o gatilho se presionou houve um tiro e morreu a pessoa que estava a minha frente...


Tive a ideia de escrever este pequeno texto depois de uma conversa com a minha avó, lembrou-me que eu costumava ter, e ainda tenho ás vezes, erros dislexicos. Um dos mais comuns era os lhe's e os nhe's; nos dias de hoje já quase não aparecem mas há excepções por exemplo: Espanha que muitas vezes escrevo Espalha e corrijo automaticamente só no fim de a escrever, outro dia também encontrei uma daquelas bandas desenhadas que escrevia e vi erros ainda mais graves como domdeiros em vez de bombeiros etc. acho que nunca me abandonou a dislexia apenas é mais forte em certas situações (fome\cansaço) e mais fraca noutras (a maioria das vezes).


o texto do inicio é engraçado por duas razões:

1. pode ser visto como uma transmutação do gato em pistola. sendo o personagem um assasino.

2. pode ser entendido como uma pessoa que não sabia escrever, mas de repente passou a fazê-lo, sendo uma personagem que assistiu a morte em questão.

deixo uma pergunta em aberto:
um polícia se lesse estas declarações que faria com o individo que as escreveu?

sábado, 17 de janeiro de 2009

o sonho da mulher com olhos de madeira

Estava num banco, de sentar, à beira de uma grande falésia, com mar no fundo, estava de olhos fechados mas ouvia o som das ondas a rebentar contra as paredes do solo, sentia ainda a água fresca na cara. Abri os olhos e vi do fundo do mar sair uma mulher que de nado passou a voo e de voo para uma dança aeria, os cabelos eram como fogo de artificio sempre a explodir, e tinha um sorriso nos lábios, enquanto dançava estava num ponto de alegria pura, mas depois viu-me, e começou a aproximar-se.
Percebi, à medida que se aproximava que os seus olhos eram de madeira, ela sentou-se ao meu lado no mesmo banco e disse:
"Se todo o mundo fosse como o fundo dos mares haveria mais razões para dançar"
Os olhos dela estavam secos e ásperos mas ela chorava pelo canto do olho.
"Se não estivesses aqui parado num banco podias mudar o mundo"
O cabelo dela agora estava azul e já era o que se pode chamar de cabelo.
Ela sorriu duma forma estranha.
"Não falas, não te mexes, não mudas. E por isso destróis o mundo"
Por mais estranho que possa parecer eu não falei.
Um dos olhos estava a ficar envernizado e brilhante, o outro continuava áspero e seco.
Ela disse: "duas faces, dois mundos, dois olhos. Um sentado, outro a dançar..."
No olho de verniz vi reflexos de vários dançarinos a dançar e voar.
No outro não via nada e sentia-me sozinho ao olhar para ele, não havia vida…

"Danças?"

(não respondi)

"Então sentas-te para sempre?"

Levantei-me do banco e disse:

Nunca fui bom dançarino mas vale a pena tentar.

Ela desapareceu e percebi que continuava na falésia, apenas uma diferença, estava de pé.

Miguel Queiroz Martinho

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

uma máscara, duas máscaras, trés máscaras

Nos nossos dias mais facilmente do que nunca podemos fingir ou inventar pessoas que não somos, mas que afirmamos ser; a Internet veio revolucionar muito o que é o ser humano, já no telefone não víamos com quem falávamos mas agora com os chat’s nem ouvir ouvimos estes seres, com a Internet temos o poder de criar pessoas que não existem mas que afirmamos existirem; temos esse poder nos nossos dias, enganar nunca foi tão fácil, como é agora. Eu por exemplo tenho vários "nicks", varias máscaras, cada um (um pouco como heterónimos) é diferente na maneira de escrever/falar com os outros. Seja no Deviant art onde me faço passar pseudo artista ou noutros sites como o Youtube onde sou visto como um animador amador; a verdade é que eu não sou nem um nem o outro mas sim os dois deles mexidos com varinha magica. Até que ponto podemos inventar e enganar, a resposta é infinito. Tenho exemplos uma pessoa dogmática é facilmente enganada mesmo que afirmamos ser Deus elas acreditam sentem que são iluminadas quando não o são (é tudo psicológico) e perguntam sobre a existência e nós com esse poder inventamos mais mas sempre sem sair dos carris (não contradizer). E elas sentem que percebem o mundo como ninguém, mas que é que ia acreditar nelas?

"Ontem falei com Deus no MSN!"

>.>

"Deves estar a brincar"

Os cépticos não acreditam em nada por isso para eles o que interessa é simplesmente a razão pura que neste mundo é muito rara.

Mesmo a pessoa dogmática vai no momento pensar foi um sonho. Mas vai ao historial e vê a tal conversa

Vai demorar a perceber que foi enganada vai ficar fula, com este mundo, mas ele é assim.. Sempre foi.

Afinal as mascaras sempre são usadas para vantagens dos utilizadores, para melhor compreensão de como funciona o mundo. Com mascaras à progressão intelectual mas também uma perda de identidade ao tentar escrevê-la;

Por exemplo quando escrevo o meu nome estou a ser eu?
Quando escrevo noutro nome estou a ser outra pessoa?
Acho que não é tão simples, não é preto nem branco, é cinzento.
A cor das nossas máscaras é cinzenta.
Sendo o preto a pessoa que tentas ser,
Sendo branco a pessoa que és desde o inicio da tua vida.

Outro texto estilo crónica jornalística da autoria de Miguel Queiroz Martinho

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Bolota sorvida em taparoware cónico

Sozinho em cada letra perguntei à palavra: onde e para quê? Ela com se não fosse problema dela diz-me num tom desagradável: verbo! Só sei que me perdi pois quando abri os olhos era aquele adverbio.. começado por E... horas mais tarde a frase não fazia sentido, mas eu continuava ali deitado na letra, na feia letra. O ruído da frase mal composta doía por todo o meu corpo, não era língua apresentável nem descodificavel por seres humanos, fiz uma pausa breve para beber café, e ai lembrei-me, beber, que bom verbo para esta frase e então a mudei num instante mas ainda não era o que eu queria havia duas palavras e uma horrenda (a que falou comigo à bocado) por isso usei a boa ferramenta que é a borracha (e como eu adorava escrever com a borracha as melodias do silencio) a dor do silencio a cor do silencio. As ferias fizeram que o meu cérebro se torna-se numa pedra feia que precisa de carvão para se mexer como a locomotiva que foi outrora mas não agora, agora pedra que apaga e não escreve, escreve mas não escreve, porque se escrevesse não o faria assim. Ou será...

no fundo no fundo estava a bolota a barafustar
sorvida num taparoware cónico a barafustar somente
somente a barafustar...

"bebi uma bolota castanha e dura para amanhã a salvar"
eis a frase que escrevi depois de escrever com a borracha, depois de tanto apagar.

PS. Este texto como todos neste blog são da minha autoria, não tomei nenhuma droga alucino genica nem álcool nem café foi puro e simples imaginação infértil...

PSS. corrigido e pontuado :)

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

1º post

Este blog destina-se a um trabalho individual da disciplina de Português.
O objectivo é fazer 2 posts semanais até ao fim deste 2º período do ano 08\09 cada post deve ter os seguintes temas:

Programa dado nas aulas, elemento escolhido no 1º período e a nossa vida pessoal relacionando todas elas num trabalho que desenvolva as nossas capacidades de escrita.

Dito isto vou tentar fazer posts com essas características começando hoje:


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Hoje na aula foram lidos e ouvidos textos sobre a nova matéria deste período que é os heterónimos e o otrónimo de Fernando Pessoa. Gostei muito do poema de Alberto Caeiro sobre o seu ponto de vista em relação a Jesus e do seu estilo. Mostra que é um heterónimo muito baseado no que vê não dando muita importância ao que não existe no seu campo de visão (anti-metafisico e sensualista visual), gosta da natureza vendo-a como o que é puro e verdadeiro (panteísmo).

Outros textos ouvidos foram do novo "livro de início de aula" no qual todo o livro é maneiras de dizer uma situação simples e banal.