Estava num banco, de sentar, à beira de uma grande falésia, com mar no fundo, estava de olhos fechados mas ouvia o som das ondas a rebentar contra as paredes do solo, sentia ainda a água fresca na cara. Abri os olhos e vi do fundo do mar sair uma mulher que de nado passou a voo e de voo para uma dança aeria, os cabelos eram como fogo de artificio sempre a explodir, e tinha um sorriso nos lábios, enquanto dançava estava num ponto de alegria pura, mas depois viu-me, e começou a aproximar-se.
Percebi, à medida que se aproximava que os seus olhos eram de madeira, ela sentou-se ao meu lado no mesmo banco e disse:
"Se todo o mundo fosse como o fundo dos mares haveria mais razões para dançar"
Os olhos dela estavam secos e ásperos mas ela chorava pelo canto do olho.
"Se não estivesses aqui parado num banco podias mudar o mundo"
O cabelo dela agora estava azul e já era o que se pode chamar de cabelo.
Ela sorriu duma forma estranha.
"Não falas, não te mexes, não mudas. E por isso destróis o mundo"
Por mais estranho que possa parecer eu não falei.
Um dos olhos estava a ficar envernizado e brilhante, o outro continuava áspero e seco.
Ela disse: "duas faces, dois mundos, dois olhos. Um sentado, outro a dançar..."
No olho de verniz vi reflexos de vários dançarinos a dançar e voar.
No outro não via nada e sentia-me sozinho ao olhar para ele, não havia vida…
"Danças?"
(não respondi)
"Então sentas-te para sempre?"
Levantei-me do banco e disse:
Nunca fui bom dançarino mas vale a pena tentar.
Ela desapareceu e percebi que continuava na falésia, apenas uma diferença, estava de pé.
Miguel Queiroz Martinho
sábado, 17 de janeiro de 2009
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É muito bonito e estranho, este texto.
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CORRECÇÕES:
Estava num banco,APAGAR VÍRGULA de sentar, à beira de uma grande falésia, com mar no fundo, estava de olhos fechados mas ouvia o som das ondas a rebentar contra as paredes do solo, sentia ainda a água fresca na cara. Abri os olhos e vi do fundo do mar sair uma mulher que de nado passou a voo e de voo para uma dança AÉREA, os cabelos eram como fogo de ARTIFÍCIO sempre a explodir, e tinha um sorriso nos lábios, enquanto dançava estava num ponto de alegria pura, mas depois viu-me, e começou a aproximar-se.
Percebi, à medida que se aproximava VÍRGULA que os seus olhos eram de madeira, ela sentou-se ao meu lado no mesmo banco e disse:
"Se todo o mundo fosse como o fundo dos mares haveria mais razões para dançar"
Os olhos dela estavam secos e ásperos mas ela chorava pelo canto do olho.
"Se não estivesses aqui parado num banco podias mudar o mundo"
O cabelo dela agora estava azul e já era o que se pode chamar de cabelo.
Ela sorriu duma forma estranha.
"Não falas, não te mexes, não mudas. E por isso destróis o mundo"
Por mais estranho que possa parecer eu não falei.
Um dos olhos estava a ficar envernizado e brilhante, o outro continuava áspero e seco.
Ela disse: "duas faces, dois mundos, dois olhos. Um sentado, outro a dançar..."
No olho de verniz vi reflexos de vários dançarinos a dançar e voar.
No outro não via nada e sentia-me sozinho ao olhar para ele, não havia vida…
"Danças?"
(não respondi)
"Então sentas-te para sempre?"
Levantei-me do banco e disse:
Nunca fui bom dançarino mas vale a pena tentar.
Ela desapareceu e percebi que continuava na falésia, apenas uma diferença, estava de pé.