quarta-feira, 11 de março de 2009
Relatório final do blog
Acho que o blog dum modo geral foi positivo, diversificado, interessante. Acho que poderia ser melhor, se tivesse conseguido melhor as relações entre os 3 temas; coisa que nos últimos posts penso estar melhor resolvido que nos primeiros. Mas não acho que textos de estilo como houve muitos no meu blog sejam negativos, nem 100% descontextualizados da matéria ou dos elementos (eu fiz um pouco de todos os elementos, pois se utilizasse sempre o mesmo, acho que se tornava monótono.), Tenciono continuar o blog depois do trabalho terminar porque diverte-me escrever de vez em quando, sem a regra do 2 por semana :O que foi um dos problemas do blog que apesar de tudo tem um numero relativamente grande "15" de textos. Foi uma boa experiência enquanto objecto de avaliação.
segunda-feira, 9 de março de 2009
teatro das almas de almain
(do escuro surge uma voz muito aguda e embirrenta)
1ªvoz - serei eu quem fui? Será que se quer fui, quem penso ser? fui ou sou?
(uma voz grave, baixa e calma)
2ª voz - és e foste, como eu fui e tu serás.
1ª Voz – como? Serei?
2ª voz – sim serás o que sempre foste pois isso nunca muda...
1ª voz - discordo não penso que seja o mesmo que fui quando era mais novo, era um diabrete!
2ª voz - ainda o és!
1ª voz - Nada! De maneira alguma sou o mesmo!
2ª voz – então diz-me... como acabaste os dias aqui nas almas de almain?
(a luz acende-se e vê-se apenas uma pessoa gorda no palco e é dona da segunda voz)
2ª voz - não penses que todos acabam aqui irmão...
1ª voz - quem és tu? Como sabes o que fiz? Sabes? E onde é que estás?
2ª voz - eu sou um de vós, sei parcialmente, e tu, tu é que não estás..
1ª Voz – estar? E tu, tu estás?
2ª voz – agora sim...
(as luzes apagam-se)
2ª voz – agora não...
1ª voz – que raio de brincadeira é esta? mas tu és Deus?
2ª voz - (ri-se) Sou tão Deus como tu...
1ª voz - então como raio sabes?
2ª voz - eu vi porque estava lá.
1ª voz - vivo? Ou morto?
2ª voz – que eu saiba ainda estamos vivos...
1ª voz – então e a conversa de estar e não estar?
2ª voz – enquanto houver fala e dialogo acredito na minha vida.
1ª voz – quem é você? Como sabe o que sabe?
2ª voz – não dês tanta importância irmão...
(a luz acende-se e desta vez a personagem em palco é magra e idosa é dona da primeira voz)
1ª voz - aahhh! Que horror! Mas onde estou eu agora??
2ª voz - agora existe você e eu não. (tom de quem sabe muito do assunto e de quem chama burro ao outro)
1ª voz - isto de facto é mais bonito aqui, mas isto é assim, um existe depois outro não..
(interrompida)
2ª voz – nem sempre, já me encontrei com muitos aqui, ou ai neste caso.
1ª Voz – diga lá, se estamos vivos à maneira de voltar-mos ás ruas?
2ª voz – sinceramente, depois do que fez pedir isso, não é um pouco de mais?
1ª voz – Á pois é! Você sabe!
2ª Voz – se sei!
1ª voz – só não sei como...
(apagam-se as luzes)
1ª voz – olha, já não existo outra vez... Mas diga lá eu conheço-o?
2ª voz – como disse antes isso é pouco importante,
(interrompido)
1ª voz – o que é importante então aqui? Nas ditas almas de amain?
2ª voz – (surpreendido) estava a ver que nunca mais lá chegava, o importante é falar com o outro neste caso, eu sou o seu "outro" e você e o meu. Nesta fala um vai vencer, como numa luta de gladiadores, e outro vai deixar de existir por completo, nem fala.
1ª Voz – mas então você é um vencedor?
2ª voz – podemos dizer que tenho 12 vitórias aqui e zero derrotas.
1ª Voz – como sabe o que acontece a quem perde?
2ª voz – disse-me um dos 12 de quem venci.
1ª Voz – esse 1 já tinha vitórias?
2ª voz – obviamente, só jogando se percebe as regras.
1ª Voz – como se ganha?
2ª voz – Acha-me estúpido? Pensa mesmo que lhe vou dizer?
(as luzes acendem-se e desta vez estão os dois em palco)
coro – existimos!
1ª voz – eu não tenho experiência alguma neste jogo, você está em vantagem!
2ª voz – agora vejo como é... isso pode ser outro trunfo contra si, se soubesse as regras talvez ganhasse..
\\
para continuar tentativa de texto em modo dramatico
1ªvoz - serei eu quem fui? Será que se quer fui, quem penso ser? fui ou sou?
(uma voz grave, baixa e calma)
2ª voz - és e foste, como eu fui e tu serás.
1ª Voz – como? Serei?
2ª voz – sim serás o que sempre foste pois isso nunca muda...
1ª voz - discordo não penso que seja o mesmo que fui quando era mais novo, era um diabrete!
2ª voz - ainda o és!
1ª voz - Nada! De maneira alguma sou o mesmo!
2ª voz – então diz-me... como acabaste os dias aqui nas almas de almain?
(a luz acende-se e vê-se apenas uma pessoa gorda no palco e é dona da segunda voz)
2ª voz - não penses que todos acabam aqui irmão...
1ª voz - quem és tu? Como sabes o que fiz? Sabes? E onde é que estás?
2ª voz - eu sou um de vós, sei parcialmente, e tu, tu é que não estás..
1ª Voz – estar? E tu, tu estás?
2ª voz – agora sim...
(as luzes apagam-se)
2ª voz – agora não...
1ª voz – que raio de brincadeira é esta? mas tu és Deus?
2ª voz - (ri-se) Sou tão Deus como tu...
1ª voz - então como raio sabes?
2ª voz - eu vi porque estava lá.
1ª voz - vivo? Ou morto?
2ª voz – que eu saiba ainda estamos vivos...
1ª voz – então e a conversa de estar e não estar?
2ª voz – enquanto houver fala e dialogo acredito na minha vida.
1ª voz – quem é você? Como sabe o que sabe?
2ª voz – não dês tanta importância irmão...
(a luz acende-se e desta vez a personagem em palco é magra e idosa é dona da primeira voz)
1ª voz - aahhh! Que horror! Mas onde estou eu agora??
2ª voz - agora existe você e eu não. (tom de quem sabe muito do assunto e de quem chama burro ao outro)
1ª voz - isto de facto é mais bonito aqui, mas isto é assim, um existe depois outro não..
(interrompida)
2ª voz – nem sempre, já me encontrei com muitos aqui, ou ai neste caso.
1ª Voz – diga lá, se estamos vivos à maneira de voltar-mos ás ruas?
2ª voz – sinceramente, depois do que fez pedir isso, não é um pouco de mais?
1ª voz – Á pois é! Você sabe!
2ª Voz – se sei!
1ª voz – só não sei como...
(apagam-se as luzes)
1ª voz – olha, já não existo outra vez... Mas diga lá eu conheço-o?
2ª voz – como disse antes isso é pouco importante,
(interrompido)
1ª voz – o que é importante então aqui? Nas ditas almas de amain?
2ª voz – (surpreendido) estava a ver que nunca mais lá chegava, o importante é falar com o outro neste caso, eu sou o seu "outro" e você e o meu. Nesta fala um vai vencer, como numa luta de gladiadores, e outro vai deixar de existir por completo, nem fala.
1ª Voz – mas então você é um vencedor?
2ª voz – podemos dizer que tenho 12 vitórias aqui e zero derrotas.
1ª Voz – como sabe o que acontece a quem perde?
2ª voz – disse-me um dos 12 de quem venci.
1ª Voz – esse 1 já tinha vitórias?
2ª voz – obviamente, só jogando se percebe as regras.
1ª Voz – como se ganha?
2ª voz – Acha-me estúpido? Pensa mesmo que lhe vou dizer?
(as luzes acendem-se e desta vez estão os dois em palco)
coro – existimos!
1ª voz – eu não tenho experiência alguma neste jogo, você está em vantagem!
2ª voz – agora vejo como é... isso pode ser outro trunfo contra si, se soubesse as regras talvez ganhasse..
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para continuar tentativa de texto em modo dramatico
sábado, 7 de março de 2009
Carnaval
(atrasado mas ainda a tempo)
O que é o Carnaval?
Para que serve? Um dia onde tudo vale, um dia onde somos diferentes.
Um dia em que não somos os tijolos dum muro chamado sociedade que nos torna monótonos trabalhadores de poucos sorrisos, serve para quebrar esse muro, para ver o jardim do outro lado, um sonho ou uma realidade alternativa que nos vai guiar as 24 horas desse dia, esse 1 em 360. Dia em que a imagem, o movimento, a voz podem ter um papel importante na personagem por nós representada.
E porquê a mascara? Será que queremos ser quem mascaramos? Será que há alguma explicação psicológica para a mascara que escolhemos, ou é irrelevante?
O acto de desfilar é um ritual muito tribal, de estar num grupo que te compreende ao estares num universo diferente dos que estão fora dele.
(tudo isto para antecipar a suposta Páscoa que corta em todos os excessos humanos do resto do ano.)
Será que para alguns a mascara é no fundo como queriam ser no dia a dia?
Mas que por vergonha, e medo de discriminação não o fazem.
Se esse for o caso então todos os dias são Carnaval para eles, sendo esse dia o único em que estão "nus".
nada é muito certo, mas diverte e muta-se todos os anos, sendo uma coisa sempre actual e cultural.
Como o teatro Grego, Há uma encarnação psicologica atrás do fato que se for bem seguida diverte o publico circundante ao desfile. Acho que o carnaval nunca deve ser visto com maus olhos, nem como uma coisa só de crianças, espero que mesmo nos meu 80 anos (se chegar lá) me mascare, como critica ao mundo cinzento que são as pessoas que não o fazem.
relaciona materia do Teatro/Mascara com o Carnaval
O que é o Carnaval?
Para que serve? Um dia onde tudo vale, um dia onde somos diferentes.
Um dia em que não somos os tijolos dum muro chamado sociedade que nos torna monótonos trabalhadores de poucos sorrisos, serve para quebrar esse muro, para ver o jardim do outro lado, um sonho ou uma realidade alternativa que nos vai guiar as 24 horas desse dia, esse 1 em 360. Dia em que a imagem, o movimento, a voz podem ter um papel importante na personagem por nós representada.
E porquê a mascara? Será que queremos ser quem mascaramos? Será que há alguma explicação psicológica para a mascara que escolhemos, ou é irrelevante?
O acto de desfilar é um ritual muito tribal, de estar num grupo que te compreende ao estares num universo diferente dos que estão fora dele.
(tudo isto para antecipar a suposta Páscoa que corta em todos os excessos humanos do resto do ano.)
Será que para alguns a mascara é no fundo como queriam ser no dia a dia?
Mas que por vergonha, e medo de discriminação não o fazem.
Se esse for o caso então todos os dias são Carnaval para eles, sendo esse dia o único em que estão "nus".
nada é muito certo, mas diverte e muta-se todos os anos, sendo uma coisa sempre actual e cultural.
Como o teatro Grego, Há uma encarnação psicologica atrás do fato que se for bem seguida diverte o publico circundante ao desfile. Acho que o carnaval nunca deve ser visto com maus olhos, nem como uma coisa só de crianças, espero que mesmo nos meu 80 anos (se chegar lá) me mascare, como critica ao mundo cinzento que são as pessoas que não o fazem.
relaciona materia do Teatro/Mascara com o Carnaval
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