quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

3 poemas três estilos

(feito no ambito de uma aula de português)
3 poemas com uma mesma frase\verso sendo cada um dos textos ao estilo dos heteronimos de Fernando Pessoa: Alberto Caeiro, Alvaro de Campos e Ricardo Reis

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Olha-me rindo uma criança
Brincando no jardim,
a correr ás voltas
lembra-me de mim
solto no passado, a minha cabeça
arde e arde
sem fim

Alvaro de Campos
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Olha-me rindo uma criança
e corre pelos bosques,
na sua alegria encontra
o porquê das coisas
existêm porque existêm
só isso...

Alberto Caeiro
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Olha-me rindo uma criança
mas não a quero conheçer
quero pois sim,
como ela, viver
o momento presente

Ricardo Reis
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confeço que Ricardo Reis foi o que me deu mais trabalho a inventar, e que os outros dois sairam como se estivessem dentro de mim. mas isso não importa pois estou satisfeito com os três.

sábado, 14 de fevereiro de 2009

copo de liquido verde

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Estava já de pijama, dirigindo-me para a casa de banho quando tenho um leve desmaio, nesses poucos 3 segundos vi a casa de banho de outro modo, era um sítio mais escuro e cheirava a gás. Abri a porta e novamente a porta era outra e de peso diferente, consegui ainda ouvir frases em francês, e um cheiro a álcool forte veio-me ás narinas. Em frente estava o espelho como sempre e um copo com a escova, pegei na escova e de repente a escova era faca e novamente naquele ambiente obscuro cortei uma fatia de queijo malcheiroso. Quando voltei a mim estava sujo com pasta dos dentes a ilusão estava a controlar-me como um boneco de voo doo e não havia maneira de pará-la. Lá consegui com alguma dificuldade lavar os dentes, mas sempre com o receio de cortar o outro como se o voo doo resultasse nos dois... olhei para o espelho e disse: "c'est un verre d'absinthe", estranhei tais palavras saídas da minha boca mas de repente o espelho respondeu " oui cet ici" agarrei na garrafa de flour e enchi mais do que a norma o seu copo, e entrei no outro mundo mesmo antes de beber, percebi onde estava apesar do efeito de quadro impressionista de esfumado e claro, como se eu fosse um quadro em movimento que não controlava, sei que estava numa taberna nos finais do sec. IXX e ao meu lado estava Aguste Renoir e outros impressionistas fiquei estupefacto, mas já estava com o absinto na mão, e não controlava o corpo em que estava e não estava, ele ou\e eu proferimos em coro "la vida est bêle" e bebemos o absinto \ flour. flour que ainda consegui cuspir a tempo de não me matar mas ardeu quase fundo como o absinto. Estranho o sucedido pois nunca mais me aconteceu tal coisa e pergunto ao doutor Alberto se estou são da cabeça?

Doutor Alberto: - A tua visita a França naquela "Tour d'Art" fez-lhe mal à cabeça, recomendo que visite antes o British Museum na secção Egípcia pode ser que desvende alguns mistérios milenários no mundo! Cuidado com a zona dos dinossáurios ainda pode acabar por ser almoço de um.

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Tentativa de intresecionismo num diálogo doutor - paciente

Tempo relativo \ efemiridade veloz

O tempo é um infinito que nada serve a si mesmo, serve sim a quem vive e dura dentro dele. O tempo é uma ampulheta gigante onde os vivos estão em cima e os mortos em baixo. De nada serve ao tempo se ele é apenas uma medida por nós criada, essa medida diz-nos apenas a nossa cota na ampulheta de cima e depois em baixo para nada serve o tempo porque mesmo escrito, filmado e fotografado um dia hás-de ser esquecido e ai morres para sempre.

Os tempos mudaram a vida está veloz, a nossa sociedade já não se baseia no ócio grego, mas sim no TGV Mundial. Há muito pouco tempo o mundo ocidental uniu-se e evolui com uma força rapidíssima eu notei alterações brutais nos últimos 10 anos, e acredito que quando tiver 50 o mundo será irreconhecível. A velocidade do conhecimento é notável, nunca tanto conhecimento esteve tão perto das pessoas, nunca uma pessoa teve acesso a mais 4000 musicas de álbuns diferentes num aparelho mais pequeno que um amendoim. O tempo é relativo também devido a esta velocidade este conhecimento efémero da Internet o novo dicionário das novas gerações, um dicionário com erros, um dicionário de todos, onde todas as línguas flúem com ideais para o futuro. O futuro é tempo, que é escrito por pessoas no presente, cada passo de um pode influenciar o mundo numa descoberta. a descoberta é o objectivo eterno do homem conhecer o que nunca conheceu. O infinito é irrelevante, este nosso sonho de vampiro atormenta-nos e sempre o há-de fazer, a velocidade MATA.

baseiado na sociadade actual e na visão de Ricardo Reis em relação ao tempo efemero.
Miguel Martinho

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

relatorio do blog

Bom, vou fazer uma apreciação do meu blog, acho que está engraçado e variado em informação, mas que se calhar está a fugir aos temas, são textos pessoais e têm a ver com a minha vida, faço comentários e tento, dentro do possível de relacionar com a matéria dada acho que o texto onde melhor consegui isso foi "1 máscara, 2 máscaras, 3 máscaras" os outros são mais exercícios de estilo próprio enquanto "escritor de blog". O elemento que escolhi no primeiro período já não me lembro qual é, por isso não tenho referido muito, embora nos meus textos tente sempre falar de vários elementos por exemplo no "sonho da mulher dos olhos de madeira" à referencia a agua terra e ar duma forma muito simbólica. Acho que está positivo, mas que ainda posso fazer melhor, e será o que vou tentar fazer de agora em diante ;)

Curta mas suficiente para auto-critica.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Sobre a visita de estudo

Ontem dia 3, 3ª feira de 2000 e 3 vezes 3, acordei ás 8 e 3 mais um zero para chegar ás 3 vezes 3 horas ao metro do chiado mais precisamente à porta da brasileira.
Encontrei ainda no metro o Francisco, um pouco mais tarde encontramos mais 3 alunos da turma; quando já éramos um grupo valente já eram 3 vezes 3 e 3 mais um zero horas pois tinhamos de estar no largo do são Carlos e assim lá fomos ter, encontrando 3 pessoas: as professoras de português e historia, mais o Guia da nossa vista pela "baixa pessoana", este ultimo pronunciou uma grande informação importante da vida de Fernando Pessoa, falando da família, da casa onde nasceu que no resto chão era uma sede republicana, o que pode o ter influenciado na sua auto e hetero critica, o facto de ser uma casa perto do teatro também faz que tenha acesso a uma vida social e cultural rica etc.

No final das suas sabias palavras, pediu que alguém lê-se um poema, o poema "a chuva obliqua" que não podia estar mais certo com o dia de ontem pois chovia e obliquamente :D (estou a brincar mas que estava a chover muito estava)
A chuva aliás dificultou em muito o "anota texto" que tencionava nesta visita
Só escrevi 2 páginas molhadas.

Fomos ainda à igreja onde foi baptizado, descobrimos que nasceu no mesmo dia que santo António e que o seu interesse e culto pela religião católica foi numa primeira fase importante para ele, mas depois teve uma ruptura acentuada com esta.
a igreja por dentro era como a maioria das igrejas monumental e bonita agradável e restaurada.

Fomos à brasileira (outra vez) e descobrimos que havia outra brasileira no rossio.
A viagem assim continuou por muitos sítios que eu desconhecia a historia, e quase imaginei as coisas no seu tempo como uma viagem temporal e tenho de acrescentar que os poemas estavam bem colocados em cada sítio em que eram lidos...

Gostei muito da visita apesar de ás vezes não ter conseguido ouvir as palavras que o guia dizia (o ruído de chuva + transito + colegas tornava ás vezes difícil a compreensão)

Miguel Queiroz Martinho

domingo, 1 de fevereiro de 2009

e para dar mais do que palavras ao meu blog!

ssssSSSSiiim porque há mais na vida que palavras aqui vai uma canção de sergio godinho ;)



...e vem-nos à memória uma frase batida
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida...

Marat (filme de Peter Broke)

Na passada 6ª feira eu e mais algum pessoal da turma fomos assistir a um filme de Peter Broke um realizador inglês, O filme foi bastante interessante e diferente da maioria dos filmes actuais ( Não estou a dizer que não gosto dos actuais, até gostei muito de “a troca” de Clint Eastwood e do filme “Bejamin Boton”) sendo o filme passado todo no mesmo espaço (uma espécie de jaula \ manicómio ) e tempo ( acho que era passado pouco depois da revolução francesa ou então já em época napoleónica) onde os ditos malucos tinham de representar uma peça de teatro sobre a revolução francesa para serem libertos como pessoas normais, isto é um conceito completamente plausível numa época que invocava as igualdades.
O filme tinha planos muito compridos para o que estamos habituados e também muito próximos das caras das personagens. A sonoplastia do filme também é brilhante, visto que o teatro é musical e tinha efeitos sonoros criados pelos malucos para simular situações como um chicote que visualmente eram cabelos.
A peça fala muito de Marat, que alias é o nome do filme, e como os seus ideais de igualdade foram em parte destruídos no final da revolução. O final é a explosão dos malucos em tornarem-se neles outra vez, no sentido em que eles durante o filme estão a encarnar personagens da peça, mas no fim voltam a ficar lunáticos e caóticos.

Foi um filme pesado psicologicamente e deixa sempre aquele final à maneira do “laranja mecânica” de Kurbic. De não sabermos muito bem o que pensar, se por um lado são humanos não devia estar em jaulas, mas pelo outro se for como a situação final do filme, é no mínimo assustador…

mini-critica

Miguel Queiroz Martinho

posts em atrasso

vou publicar 3 posts hoje (um atrassado da semana ante-passada e 2 da semana passada)
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Chove lá fora, oiço gota a gota cair
E cai e cai no chão,
Como as bombas em Gaza
Cai e cai
Na Destruição e no esquecimento
Chove muito,
Chovem as lágrimas
Das pessoas que perdem família
Das famílias que perdem emprego

A falta de pão e grão em casa
A chamada fome
DO ano 2009

É muita água, é muita crise
Mas já a passamos
Noutro tempo,
"Já choveu aqui"

Mas o Sol está sempre na espera
Para um dia brilhar
Para voltar

Há de passar…

Miguel Queiroz Martinho