domingo, 1 de fevereiro de 2009

Marat (filme de Peter Broke)

Na passada 6ª feira eu e mais algum pessoal da turma fomos assistir a um filme de Peter Broke um realizador inglês, O filme foi bastante interessante e diferente da maioria dos filmes actuais ( Não estou a dizer que não gosto dos actuais, até gostei muito de “a troca” de Clint Eastwood e do filme “Bejamin Boton”) sendo o filme passado todo no mesmo espaço (uma espécie de jaula \ manicómio ) e tempo ( acho que era passado pouco depois da revolução francesa ou então já em época napoleónica) onde os ditos malucos tinham de representar uma peça de teatro sobre a revolução francesa para serem libertos como pessoas normais, isto é um conceito completamente plausível numa época que invocava as igualdades.
O filme tinha planos muito compridos para o que estamos habituados e também muito próximos das caras das personagens. A sonoplastia do filme também é brilhante, visto que o teatro é musical e tinha efeitos sonoros criados pelos malucos para simular situações como um chicote que visualmente eram cabelos.
A peça fala muito de Marat, que alias é o nome do filme, e como os seus ideais de igualdade foram em parte destruídos no final da revolução. O final é a explosão dos malucos em tornarem-se neles outra vez, no sentido em que eles durante o filme estão a encarnar personagens da peça, mas no fim voltam a ficar lunáticos e caóticos.

Foi um filme pesado psicologicamente e deixa sempre aquele final à maneira do “laranja mecânica” de Kurbic. De não sabermos muito bem o que pensar, se por um lado são humanos não devia estar em jaulas, mas pelo outro se for como a situação final do filme, é no mínimo assustador…

mini-critica

Miguel Queiroz Martinho

1 comentário:

  1. CORRECÇÃO:

    Na passada 6ª feira eu e mais algum pessoal da turma fomos assistir a um filme de Peter BroOk um realizador inglês, O filme foi bastante interessante e diferente da maioria dos filmes actuais ( Não estou a dizer que não gosto dos actuais, até gostei muito de “A troca” de Clint Eastwood e do filme “BeNjamin Boton”) sendo o filme passado todo no mesmo espaço (uma espécie de jaula \ manicómio ) e tempo ( acho que era passado pouco depois da revolução francesa ou então já em época napoleónica) onde os ditos malucos tinham de representar uma peça de teatro sobre a revolução francesa para serem libertADOs como pessoas normais, isto é um conceito completamente plausível numa época que invocava as igualdades.
    O filme tinha planos muito compridos para o que estamos habituados e também muito próximos das caras das personagens. A sonoplastia do filme também é brilhante, visto que o teatro é musical e tinha efeitos sonoros criados pelos malucos para simular situações como um chicote que visualmente eram cabelos.
    A peça fala muito de Marat, que aliÁs é o nome do filme, e como os seus ideais de igualdade foram em parte destruídos no final da revolução. O final é a explosão dos malucos em tornarem-se neles outra vez, no sentido em que eles durante o filme estão a encarnar personagens da peça, mas no fim voltam a ficar lunáticos e caóticos.

    Foi um filme pesado psicologicamente e deixa sempre aquele final à maneira do “Laranja mecânica” de KuBRic. De não sabermos muito bem o que pensar, se por um lado são humanos não devia estar em jaulas, mas pelo outro se for como a situação final do filme, é no mínimo assustador…

    mini-crÍtica

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