sábado, 14 de fevereiro de 2009

Tempo relativo \ efemiridade veloz

O tempo é um infinito que nada serve a si mesmo, serve sim a quem vive e dura dentro dele. O tempo é uma ampulheta gigante onde os vivos estão em cima e os mortos em baixo. De nada serve ao tempo se ele é apenas uma medida por nós criada, essa medida diz-nos apenas a nossa cota na ampulheta de cima e depois em baixo para nada serve o tempo porque mesmo escrito, filmado e fotografado um dia hás-de ser esquecido e ai morres para sempre.

Os tempos mudaram a vida está veloz, a nossa sociedade já não se baseia no ócio grego, mas sim no TGV Mundial. Há muito pouco tempo o mundo ocidental uniu-se e evolui com uma força rapidíssima eu notei alterações brutais nos últimos 10 anos, e acredito que quando tiver 50 o mundo será irreconhecível. A velocidade do conhecimento é notável, nunca tanto conhecimento esteve tão perto das pessoas, nunca uma pessoa teve acesso a mais 4000 musicas de álbuns diferentes num aparelho mais pequeno que um amendoim. O tempo é relativo também devido a esta velocidade este conhecimento efémero da Internet o novo dicionário das novas gerações, um dicionário com erros, um dicionário de todos, onde todas as línguas flúem com ideais para o futuro. O futuro é tempo, que é escrito por pessoas no presente, cada passo de um pode influenciar o mundo numa descoberta. a descoberta é o objectivo eterno do homem conhecer o que nunca conheceu. O infinito é irrelevante, este nosso sonho de vampiro atormenta-nos e sempre o há-de fazer, a velocidade MATA.

baseiado na sociadade actual e na visão de Ricardo Reis em relação ao tempo efemero.
Miguel Martinho

2 comentários:

  1. Excelente reflexão sobre o tempo e bastante pertinente, a partir de Ricardo Reis.
    Seria interessante uma reflexão sobre o conceito de tempo nas várias máscaras de Pessoa e nele mesmo.

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